Licor na moringa
A fidelidade de D.Antônio de Mariz em relação a Portugal mostra-se forte e constante e em nenhum momento há de se duvidar dela. Sua dedicação é tão evidente que mesmo tendo fixado residência em terra estrangeira, considera-se legítimo português e serve à sua pátria, só à ela. Apenas negando-se a servi-la quando essa se encontra sob domínio espanhol, e, portanto não é mais a nação que serviços sempre prestou.
“Aqui sou português! Aqui pode respirar à vontade um coração leal, que nunca desmentiu a fé do juramento. Nesta terra que me foi dada pelo meu rei, e conquistada pelo meu braço, nesta terra livre, tu reinarás, Portugal, como viverás na alma de teus filhos. Eu o juro!”(5)
A posição de nobre fidalgo e português lídimo, imposta por D. Antônio, era aceita por muitos, incontestada por alguns e abominada por um. D. Lauriana era fiel a seu esposo, tanto que se discordasse de alguma decisão, não tinha como argumentar, mesmo que essa ferisse seu instinto materno. Peri era seu servo mais fiel, muita da sua lealdade se dava ao fato de Cecília respeitar ao pai acima de todas as coisas. E se Peri lhe é leal, então Peri também o é. D. Diogo apesar de pequena, porém crucial, participação no romance, deve respeito ao pai e lhe é fiel na sua decisão de servir Portugal. Esses, assim como outros, obedecem às regras instituídas pelo rico fidalgo de solar e brasão. Alguns por pura falta de opção; Loredano e seus comparsas, só até o momento de sua traição.
“Para D. Antônio e para seus companheiros a quem ele havia imposto sua fidelidade, esse torrão brasileiro, esse pedaço de sertão, não era senão um fragmento de Portugal livre, de sua pátria primitiva: aí só se reconhecia como rei ao duque de Bragança, legítimo herdeiro da coroa; e quando se corriam as cortinas do dossel da sala, as armas que se viam eram as cinco quinas portuguesas, diante das quais todas as frontes inclinavam.”(6)
31 maio, 2008
30 maio, 2008
Ensaio - Parte ll
Fidelidade e Traição
Atento ao meu amor
“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”
De Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes.
Para falar com alguma propriedade aqui está a definição de fidelidade do dicionário Aurélio que nos pode ser usada:
Fidelidade.[Do lat. Fidelitate.] S. f. 1. Qualidade de fiel;lealdade. 2. Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
Partindo daí, enxergo no romance de Alencar três grandes tipos de fidelidade a uma mesma personagem, Ceci. Loredano, Álvaro e Peri são fiéis à Cecília de maneiras diferentes. No primeiro, essa fidelidade se apresenta junto com um ciúme doentio e um sentimento de posse e conquista que o faz pensar e agir como se tivesse acometido de doença mental. Não mede as conseqüências, apesar de ter planos muito bem traçados para alcançar seu objetivo a todo custo. Cecília para este, é como um prêmio, e como o maior dos prêmios, lhe deve ser entregue no final junto com o atestado que prova sua exclusividade. Sua lealdade exerce papel de suma importância uma vez que vai servir-lhe para garantir que Ceci não será tocada por mais ninguém. Assim, escreve Alencar:
“Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era um desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe queimava o sangue: o instinto brutal dessa natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que a sua condição criava, pela barreira que se elevava entre ele, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.”(1)
Álvaro demonstra toda sua fidelidade na sua infinita ânsia de trocar um olhar com Cecília, ou fazê-la aceitar um presente. O sentimento de fidelidade despertado aqui faz com que o cavalheiro seja quase um vassalo do sorriso da garota. Álvaro a ama, e esse amor o faz pensar ser recíproco, então espera, lealmente o dia em que Ceci finalmente aceitará seus presentes. O sentimento enche de poesia a mente do homem que segue fiel à sua dama.
“Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e lealdade.”(2)
E por último a fidelidade de Peri que se manifesta junto ao sentimento de adoração. O índio vê a menina como uma santa e para ele esse sagrado deve ser preservado e protegido a todos os instantes, mesmo que para isso ele tenha que sacrificar a própria vida. Sua dedicação e lealdade não esperam de Cecília qualquer coisa em retorno, só seu contentamento vale o esforço sobre humano que nosso herói tem. Qualquer pensamento expressado pela garota é imediatamente realizado por Peri, e nada pode ser muito para ele, nem onça, nem quedas altíssimas, nem inimigos a rodo.
“Em Peri o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor dos seus desejos, para evitar que a moça tivesse um só pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.”(3)
No capítulo intitulado Amor temos o resumo de como esse sentimento se caracteriza em cada uma das três personagens já mencionadas acima. Pensar que o amor não existe sem a fidelidade seria plausível tomando como princípio à constância do sentimento. Quem ama, ama sempre, por mais que alguns momentos esse sentimento se misture a outros, ele permanece lá. Assim temos aqui, nas palavras de José de Alencar, o resumo.
“Loredano desejava; Álvaro amava; Peri adorava. O aventureiro daria a vida para gozar; o cavalheiro arrostaria a morte para merecer um olhar; o selvagem se mataria, se preciso fosse só para fazer Cecília sorrir.”(4)
Atento ao meu amor
“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”
De Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes.
Para falar com alguma propriedade aqui está a definição de fidelidade do dicionário Aurélio que nos pode ser usada:
Fidelidade.[Do lat. Fidelitate.] S. f. 1. Qualidade de fiel;lealdade. 2. Constância, firmeza, nas afeições, nos sentimentos; perseverança.
Partindo daí, enxergo no romance de Alencar três grandes tipos de fidelidade a uma mesma personagem, Ceci. Loredano, Álvaro e Peri são fiéis à Cecília de maneiras diferentes. No primeiro, essa fidelidade se apresenta junto com um ciúme doentio e um sentimento de posse e conquista que o faz pensar e agir como se tivesse acometido de doença mental. Não mede as conseqüências, apesar de ter planos muito bem traçados para alcançar seu objetivo a todo custo. Cecília para este, é como um prêmio, e como o maior dos prêmios, lhe deve ser entregue no final junto com o atestado que prova sua exclusividade. Sua lealdade exerce papel de suma importância uma vez que vai servir-lhe para garantir que Ceci não será tocada por mais ninguém. Assim, escreve Alencar:
“Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era um desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe queimava o sangue: o instinto brutal dessa natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que a sua condição criava, pela barreira que se elevava entre ele, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.”(1)
Álvaro demonstra toda sua fidelidade na sua infinita ânsia de trocar um olhar com Cecília, ou fazê-la aceitar um presente. O sentimento de fidelidade despertado aqui faz com que o cavalheiro seja quase um vassalo do sorriso da garota. Álvaro a ama, e esse amor o faz pensar ser recíproco, então espera, lealmente o dia em que Ceci finalmente aceitará seus presentes. O sentimento enche de poesia a mente do homem que segue fiel à sua dama.
“Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e lealdade.”(2)
E por último a fidelidade de Peri que se manifesta junto ao sentimento de adoração. O índio vê a menina como uma santa e para ele esse sagrado deve ser preservado e protegido a todos os instantes, mesmo que para isso ele tenha que sacrificar a própria vida. Sua dedicação e lealdade não esperam de Cecília qualquer coisa em retorno, só seu contentamento vale o esforço sobre humano que nosso herói tem. Qualquer pensamento expressado pela garota é imediatamente realizado por Peri, e nada pode ser muito para ele, nem onça, nem quedas altíssimas, nem inimigos a rodo.
“Em Peri o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor dos seus desejos, para evitar que a moça tivesse um só pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.”(3)
No capítulo intitulado Amor temos o resumo de como esse sentimento se caracteriza em cada uma das três personagens já mencionadas acima. Pensar que o amor não existe sem a fidelidade seria plausível tomando como princípio à constância do sentimento. Quem ama, ama sempre, por mais que alguns momentos esse sentimento se misture a outros, ele permanece lá. Assim temos aqui, nas palavras de José de Alencar, o resumo.
“Loredano desejava; Álvaro amava; Peri adorava. O aventureiro daria a vida para gozar; o cavalheiro arrostaria a morte para merecer um olhar; o selvagem se mataria, se preciso fosse só para fazer Cecília sorrir.”(4)
29 maio, 2008
Ensaio - Parte l

RESOLVI FAZER ALGO QUE AINDA NÃO TINHA FEITO AQUI!!!POSTAR UM ENSAIO!
ESTE É SOBRE "O GUARANI" DE JOSÉ DE ALENCAR. VOU POSTÁ-LO POR PARTES.
MINHA AUTORIA.TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.AO PÚBLICO.AFINAL, DE GRÁTIS É SEMPRE MELHOR!!!
O Encontro e a Perda na densa mata
"Quando me encontro no calor da luta
Ostento a agida empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"
De Fado Tropical, Chico Buarque e Ruy Guerra
Não é à toa que O Guarani (1857), romance folhetinesco de José de Alencar, tornou-se sua obra mais lida. Durante toda a história de ganchos fortíssimos elaborados a fim de ganhar a atenção dos leitores, Alencar consegue transpor sutilmente um Brasil de misturas. O autor implica símbolos representantes da invenção de um país que, entre lutas e caprichos, ainda irá cumprir seu ideal.
A Dicotomia Refletida
Se alguns "tipos" são expostos em O Guarani, outros são reinventados. Na obra de Alencar, o tradicional se opõe várias vezes ao novo, mas uma em especial salta aos olhos, quando a imagem que é posta diante de nós traz cheiros, sons e cores incapazes de serem recriados por nossas mentes. Isso ocorre na descrição do cenário. A natureza brasileira que serve de fortaleza para a casa de D. Antônio de Mariz. Os móveis que compõem a sala são tradicionalmente Portugueses e são muitas vezes confeccionados com materiais da nossa terra. Tudo o que há da nossa natureza parece bem servir o tradicional conquistador. E mais uma vez nesta imagem, temos a doce relação dos contrários.
Também estão bem representadas aqui as figuras do Aventureiro e do Trabalhador. Os mesmos mereceram um capítulo inteiro no livro Raízes do Brasil (1936) de Sérgio Buarque de Holanda e serão aqui resumidos. O Aventureiro se caracteriza por aquele que tem repulsa ao trabalho regular e atividades utilitárias e vê grande mérito na conquista, ou seja, no objeto final. O trabalhador se inspira na moral fundada no trabalho rotineiro e construtor, e enxerga o desafio como fundamental. Assim, nessa obra temos melhor representado como o Aventureiro, Loredano e como o Trabalhador, D. Antônio de Mariz, e até mais que isso, com sua verdadeira fidelidade e dedicação ao reino de Portugal. E para essa dicotomia, reservei esse ensaio.
25 maio, 2008
Maori
Povo lindo!
Amo muito essa cultura!
Essa, pra quem não conhece, é uma das danças mais tradicionais dos maoris!Aqui em um comercial performada por gingerbread cookies!
então Ata marie ou Po marie pra vocês!
beijo no coração!
Ka mate, ka mate! ka ora! ka ora!
Ka mate! ka mate! ka ora! ka ora!
Tēnei te tangata pūhuruhuru
Nāna nei i tiki mai whakawhiti te rā
Ā, upane! ka upane!
Ā, upane, ka upane, whiti te ra!
Amo muito essa cultura!
Essa, pra quem não conhece, é uma das danças mais tradicionais dos maoris!Aqui em um comercial performada por gingerbread cookies!
então Ata marie ou Po marie pra vocês!
beijo no coração!
Ka mate, ka mate! ka ora! ka ora!
Ka mate! ka mate! ka ora! ka ora!
Tēnei te tangata pūhuruhuru
Nāna nei i tiki mai whakawhiti te rā
Ā, upane! ka upane!
Ā, upane, ka upane, whiti te ra!
23 maio, 2008
Um hino à musique!
Non, je ne regrette rien
Edith Piaf
Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !
C’est payé,
Balayé,
Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !
Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...
Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !
Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !
20 maio, 2008
Blu!
blublu.org/
MUITO BOM!!!
Acho que vale a pena perder uns minutinhos da sua vidinha tão significante!!!
MUTO a wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.
MUITO BOM!!!
Acho que vale a pena perder uns minutinhos da sua vidinha tão significante!!!
MUTO a wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.
18 maio, 2008
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