Manifesto Eu, Casmurro
Aí vindes outra vez, inquietas sombras!
Mas falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo!
Não posso. Não tenho jeito. Não gosto.
Se o rosto é o mesmo, a fisionomia é diferente.
Eu poderia pentear seus cabelos se quisesse...
Mas eu gosto de mamãe!
Enquanto eu olhava mesmo para o chão
Mas nada me consola daquele soneto que não fiz.
Há algum exagero nisso, mas não se esqueças que era emoção do primeiro amor
Por exemplo, agora que contei um pecado diria com muito gosto alguma bela ação, se me lembrasse...mas não me lembro!
O destino não é só dramaturgo, é também contra-regra, isto é, designa a entrada dos personagens em cena.
Mas os olhos que lhe deitei, se pudessem matar, teriam resolvido tudo.
Deixei meu corpo fazer o que pudesse.
Tu serás feliz Bentinho!
Há coisas que não se dizem
Agora lembrava-me de tudo, o que então me pareceu nada.
Que a terra lhes seja leve!
27 dezembro, 2008
20 dezembro, 2008
À tardinha!

Ainda espero encontrá-lo sentado na mesma cadeira de quando fui ao banheiro. Sorrindo, branco, a me observar. Escolhe os discos e a trilha sonora. Diz que conhece o autor pessoalmente - O autor do que mesmo? - me pergunto. Não fará diferença quando contemplarmos o pôr-do-sol, e minha cabeça repousar no teu peito! Aí então, eu saberei.
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