27 dezembro, 2008

Através dos olhos dele!

Manifesto Eu, Casmurro

Aí vindes outra vez, inquietas sombras!

Mas falto eu mesmo, e essa lacuna é tudo!

Não posso. Não tenho jeito. Não gosto.

Se o rosto é o mesmo, a fisionomia é diferente.

Eu poderia pentear seus cabelos se quisesse...

Mas eu gosto de mamãe!

Enquanto eu olhava mesmo para o chão

Mas nada me consola daquele soneto que não fiz.

Há algum exagero nisso, mas não se esqueças que era emoção do primeiro amor

Por exemplo, agora que contei um pecado diria com muito gosto alguma bela ação, se me lembrasse...mas não me lembro!

O destino não é só dramaturgo, é também contra-regra, isto é, designa a entrada dos personagens em cena.

Mas os olhos que lhe deitei, se pudessem matar, teriam resolvido tudo.

Deixei meu corpo fazer o que pudesse.

Tu serás feliz Bentinho!

Há coisas que não se dizem

Agora lembrava-me de tudo, o que então me pareceu nada.

Que a terra lhes seja leve!